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No trio da pipoca, aberto ao público, no Carnaval de Salvador, Alok revelou algo que mudou completamente o que pensamos sobre ele.
Perguntei sobre o o que fez ele ser o Alok que conhecemos hoje. Pensei que viria um número histórico, um recorde, um palco internacional. Mas não. Ele voltou para a criação do Instituto Alok em 2016.
Ali, segundo ele, foi quando tudo ganhou sentido.
Ele entendeu que a carreira só valeria a pena se servisse para contribuir para um mundo melhor. Que o sucesso, sozinho, é vazio. Que a música pode ir além do entretenimento — pode gerar transformação real.
E é curioso, porque essa fala veio exatamente ali, no meio do povo. No trio pipoca. Sem corda. Sem filtro. Só energia.
E quando eu toquei no assunto Salvador, ele não titubeou.
Disse que existe aqui uma energia única. Que não dá para explicar, só viver. Que o público não apenas assiste — se entrega. E que ele jamais trocaria o Carnaval de Salvador por qualquer outro no mundo.
Isso vindo de alguém que já esteve nos maiores palcos do planeta tem um peso.
Mas talvez o segredo esteja justamente aí.
O artista global que poderia escolher qualquer lugar… escolhe voltar para a rua.
Escolhe a Bahia.
Escolhe a energia que conecta.
No fim das contas, minha amiga, talvez o verdadeiro auge não esteja nos drones no céu ou nos milhões na plateia.
Talvez esteja na decisão de usar a própria voz — e a própria luz — para iluminar mais do que o palco.
E ontem, no meio da pipoca, ficou claro: quando propósito encontra multidão, o impacto ecoa muito além do Carnaval.
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