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Tem coisas que não são sobre festa. São sobre pertencimento.
Na coletiva de imprensa do Camarote Expresso 2222, Bela Gil compartilhou uma memória que, à primeira vista, parece simples: ela esperava Preta Gil quando eram mais novas para saber tudo o que tinha acontecido no camarote. Preta era quem vivia, sentia e depois contava.
Mas essa lembrança diz muito.
Preta Gil nunca foi apenas presença. Ela sempre foi protagonista. Sempre foi o centro afetivo, a ponte entre o que acontecia e quem queria fazer parte. A “cereja do bolo”, como foi dito — mas não no sentido decorativo. No sentido essencial.
O Expresso 2222 carrega tradição, história, música, política cultural e encontros que moldam o Carnaval da Bahia. E Preta, ao longo dos anos, se tornou parte dessa identidade. Não como convidada. Como símbolo.
Ela representa liberdade, autenticidade e força feminina. Representa a mulher que ocupa espaço sem pedir licença. A que transforma bastidor em palco. A que faz da festa também um território de afeto.
Quando Bela diz que esperava Preta para saber o que aconteceu, está dizendo que ela era referência. Que sua narrativa importava. Que sua vivência tinha peso.
E isso é muito sobre mulheres.
Quantas vezes nós fomos apenas coadjuvantes nas histórias? Quantas vezes fomos o “acessório” e não o centro?
Preta Gil nunca aceitou esse papel.
Ser a cereja do bolo não é ser enfeite. É ser o toque final que faz tudo fazer sentido.
No Carnaval, no Expresso, na vida.
E talvez seja por isso que o nome dela sempre venha acompanhado de emoção. Porque algumas mulheres não apenas participam da história — elas ajudam a escrever.
E quando uma mulher vira símbolo, não é só sobre ela. É sobre todas nós.
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