Nascido em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, o cantor e compositor Lucas Matheus Gonçalves Souza, conhecido artisticamente como O Brabo das Ilhas, vem construindo sua trajetória no pagode baiano a partir de uma relação que começou ainda nos bastidores da música. Antes de assumir os vocais, o artista atuava como percussionista, tocando congas e desenvolvendo uma relação próxima com o ritmo e com os palcos.

O projeto O Brabo das Ilhas nasceu em junho de 2021, quando Lucas decidiu dar voz às próprias composições. A primeira delas foi “Dá pro Maloka”, faixa que o artista resolveu gravar com a própria voz e que viralizou nas redes sociais. O incentivo veio também dos clientes da barbearia onde trabalhava, que já conheciam seu jeito de cantar durante os atendimentos e sempre elogiavam sua voz.

A partir dali, Lucas passou a unir a experiência adquirida na percussão à atuação como cantor e compositor, construindo uma identidade ligada ao pagode produzido na Bahia. Sua sonoridade também dialoga com referências da música urbana, ampliando as possibilidades dentro do projeto.

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Entre suas influências no pagode estão Igor Kannário e Zé Paredão, enquanto no trap TZ da Coronel aparece como uma das referências para sua identidade musical.

A ligação com a Ilha de Itaparica também está presente no próprio nome artístico. O Brabo das Ilhas carrega para a carreira a origem de Vera Cruz e a vivência de quem nasceu em um território marcado pela cultura, pela música e pela forte identidade baiana.

Aos 26 anos, atualmente morando em Salvador, Lucas vive uma nova etapa do projeto e trabalha na faixa “Bloquinho dos Amigos 2.0”, que chega como parte desse processo de consolidação de sua identidade artística e de aproximação com o público do pagode baiano.

Com experiência na percussão, vivência na música baiana e uma trajetória construída de forma independente, O Brabo das Ilhas apresenta uma nova geração do pagode a partir de sua própria história, levando para a música as referências que fazem parte de sua caminhada e a identidade de quem vem das ilhas.

FONTE/CRÉDITOS: Por Van carvalho