Salvador tem dessas cenas que parecem roteiro pronto — mas são vida real. Na noite desta segunda (16), no alto do trio de Luiz Caldas, quem subiu para escrever um novo capítulo da própria história foi Davi Moraes.

Filho de Moraes Moreira, Davi falou ao Voz de Amiga sobre o retorno aos palcos — e deixou claro: não é apenas uma volta, é um movimento consciente de retomada, criação e novos projetos.

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O retorno que começa antes do Carnaval

Davi já vinha aquecendo esse reencontro com o público. Fez show com a banda Maglore no Placo Multicultural, com o mestre Pepeu Gomes no Largo do Pelourinho. E o Carnaval baiano virou palco simbólico dessa nova fase: apresentações na cidade e, ontem, a participação especial no trio de Luiz Caldas, conectando passado, presente e futuro da música baiana em um só momento.

“Vem muita coisa boa por aí”, disse ele, destacando que essa fase vem acompanhada de novidades que ainda serão anunciadas oficialmente.

Um musical para eternizar Moraes Moreira

Entre as revelações mais emocionantes da entrevista está a confirmação de um musical em homenagem a Moraes Moreira, que será lançado este ano em Salvador.

Não é apenas um espetáculo. É memória viva. É narrativa afetiva. É a Bahia celebrando um dos seus maiores nomes através da arte — e através do olhar do próprio filho.

Davi falou sobre o projeto com brilho nos olhos. A proposta é revisitar a obra, a história e a potência cultural de Moraes Moreira, apresentando às novas gerações a força de um artista que ajudou a moldar a identidade musical do Brasil.

O que vem além do musical

Além do tributo, novos projetos estão em construção. Davi adiantou que essa fase será marcada por lançamentos, colaborações e uma agenda de shows mais intensa — consolidando esse retorno não como nostalgia, mas como continuidade criativa.

No trio de Luiz Caldas, a cena parecia simbólica: a guitarra pulsando no coração do Carnaval, o sobrenome que carrega história e um artista que escolhe trilhar o próprio caminho.

Salvador, mais uma vez, foi palco de um capítulo que atravessa gerações.

FONTE/CRÉDITOS: Tamires Moreno