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A expansão da mobilidade elétrica no Brasil exige mais do que a instalação de novos carregadores. Com o crescimento da frota eletrificada e o avanço da recarga rápida, o setor passa a demandar infraestrutura energética capaz de sustentar eletropostos, hubs de recarga e operações com veículos elétricos de forma confiável, eficiente e escalável.
O mercado brasileiro de eletromobilidade segue em ritmo de crescimento. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o país iniciou 2026 com aceleração nas vendas de veículos eletrificados leves, registrando 24.885 emplacamentos em fevereiro, alta de 92% em relação ao mesmo mês de 2025.
O avanço também pressiona a rede de recarga. Levantamento da ABVE e da Tupi Mobilidade aponta que o Brasil chegou a 21.061 pontos públicos e semipúblicos de recarga em fevereiro de 2026. No mesmo período, a recarga rápida em corrente contínua cresceu 167% em 12 meses e passou a representar 31% da infraestrutura pública de recarga.
A mudança não está apenas no número de veículos ou de carregadores, mas no perfil da infraestrutura necessária. Carregadores rápidos, eletropostos urbanos, hubs rodoviários, operações de frotas elétricas e pontos de recarga em empreendimentos comerciais demandam mais potência disponível, maior previsibilidade energética e capacidade de resposta a picos de consumo.
Em regiões de alta demanda, como São Paulo, esse desafio tende a ser ainda mais relevante. A instalação de novos pontos de recarga, especialmente de recarga rápida, exige uma infraestrutura elétrica capaz de suportar variações de carga e momentos de uso concentrado. Em muitos casos, a expansão da recarga pode depender de soluções complementares à rede, capazes de reduzir gargalos e aumentar a disponibilidade energética.
Nesse contexto, os sistemas de armazenamento de energia por baterias, conhecidos como BESS, passam a ocupar papel estratégico. A tecnologia permite armazenar energia em períodos de menor demanda e disponibilizá-la nos momentos de maior uso, apoiando a recarga rápida, reduzindo a pressão sobre a rede elétrica e aumentando a confiabilidade da operação.
“A mobilidade elétrica não será destravada apenas pela instalação de mais carregadores. O carregador é a ponta visível da infraestrutura, mas, por trás dele, precisa existir uma arquitetura energética capaz de garantir potência, estabilidade, gestão de demanda e continuidade operacional. O BESS entra justamente nesse ponto: como uma solução estratégica para que eletropostos, hubs de recarga e operações críticas consigam crescer com confiabilidade”, afirma Gabriella Reigada, CEO da SecPower.
Para eletropostos, operadores de hubs de recarga, empresas com frotas elétricas e empreendimentos comerciais, o armazenamento pode contribuir para a gestão de demanda, o aproveitamento mais eficiente da energia disponível e a continuidade do serviço. Em locais onde a rede elétrica tem limitação de capacidade ou onde o custo de demanda pesa na operação, o BESS pode funcionar como uma camada adicional de inteligência energética.
Um exemplo dessa aplicação está no projeto desenvolvido pela TELD, empresa que atua com implantação, operação e gestão de eletropostos no Brasil. Segundo matéria publicada pela pv magazine Brasil, três unidades de recarga da TELD em São Paulo contam com sistemas BESS da SecPower de 100 kW de potência e 215 kWh de armazenamento cada. Após análises, as empresas decidiram dobrar a capacidade para 200 kW e 430 kWh por unidade.
De acordo com a publicação, a ampliação da potência permitirá o carregamento de mais veículos simultaneamente. O sistema atua como uma bateria central inteligente, armazenando energia da rede elétrica em períodos de menor consumo e disponibilizando-a nos horários de maior uso, contribuindo para estabilidade operacional em momentos de pico.
Para a SecPower, o case demonstra que o armazenamento já deixou de ser uma discussão conceitual e passou a integrar aplicações reais na infraestrutura de recarga. A empresa avalia que o avanço da mobilidade elétrica exige uma visão mais completa sobre energia, considerando não apenas o carregador, mas toda a arquitetura necessária para garantir potência, estabilidade, segurança e disponibilidade.
Além da operação dos eletropostos, a adoção de BESS também pode apoiar modelos de negócio mais flexíveis. Ao reduzir a dependência exclusiva da rede nos horários de pico, o sistema permite que operadores planejem melhor a expansão da capacidade, ampliem o número de veículos atendidos simultaneamente e reduzam riscos de indisponibilidade.
No Brasil, esse debate ganha importância à medida que a mobilidade elétrica passa a influenciar o planejamento de concessionárias, empresas de energia, operadores de recarga, shoppings, estacionamentos, condomínios, rodovias, redes varejistas e empresas com frota própria. A expansão da recarga passa a exigir análise integrada sobre disponibilidade de energia, estabilidade da operação e viabilidade econômica da infraestrutura.
A SecPower apresentará o BESST MAX durante a Eletrocar Show 2026, realizada de 22 a 25 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A solução será apresentada ao mercado como alternativa para infraestrutura de recarga, controle de demanda e operações críticas, conectando armazenamento de energia às novas exigências da mobilidade elétrica.
Para Reigada, a tendência indica que a expansão da recarga no Brasil dependerá cada vez mais da integração entre carregadores, rede elétrica, sistemas de armazenamento, gestão de demanda e soluções digitais de operação. Nesse cenário, o BESS deixa de ser apenas um complemento tecnológico e passa a fazer parte da infraestrutura necessária para que a mobilidade elétrica avance com escala, confiabilidade e eficiência.
Website: www.secpower.com
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