Na semana em que Jorge Amado completaria 114 anos (nascidao em 10 de agosto de 1912), uma exposição gratuita em Salvador celebra não só a amizade dele, Carybé e Dorival Caymmi, mas também a arte, religiosidade, memória e identidade cultural na Bahia. “3  Obás de Xangô” é inspirada no documentário homônimo dirigido por Sérgio Machado, mas amplia o olhar sobre os três homenageados e evidencia a centralidade do Candomblé e das lideranças femininas negras na construção do imaginário cultural brasileiro. A mostra segue em cartaz na unidade Pelourinho da CAIXA Cultural Salvador (Rua do Saldanha, nº 14), de terça a domingo, das 9h às 18h, até 06 de dezembro.

Com curadoria de Tiago Sant’Ana, Mariana Vaz, Solange Bernabó e Gildeci Leite, a exposição parte da amizade dos três artistas, que receberam o título de Obás de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá, para propor uma reflexão sobre a criação de uma identidade cultural da Bahia como conhecemos hoje, reunindo obras, documentos e registros históricos de mais de 45 artistas das artes visuais, da música, da literatura e da fotografia.

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Segundo a curadoria, a proposta é deslocar o foco para além dos três intelectuais e artistas. A mostra tem como ponto de partida os três Obás, mas também dá centralidade para a intelectualidade negra que permitiu a emergência do ministério de Xangô. Os idealizadores ressaltam o papel das mães de santo na preservação, organização e transmissão dos saberes afro-brasileiros. 

Organizada em núcleos temáticos, a exposição aborda o matriarcado nas religiões de matriz africana, os saberes produzidos nas comunidades de axé, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três homenageados e as transformações contemporâneas das expressões artísticas afro-brasileiras. 

Entre os artistas representados estão nomes como Ana Sant'Anna, Ani Ganzala, Ayrson Heráclito, Emanuel Araújo, Goya Lopes, Mario Cravo Neto, Mestre Didi, Rubem Valentim, Pierre Verger e Yedamaria, nas artes visuais; Aguidavi do Jêje, BaianaSystem, Letieres Leite Quinteto, Margareth Menezes, Orquestra Afrosinfônica, Tiganá Santana e Olodum, na música; além de Alex Simões, Ana Maria Gonçalves, Hugo Canuto, Itamar Vieira Jr, Maysa Miranda e Ordep Serra, na literatura.

Mais informações estão disponíveis no site da CAIXA Cultural

CAIXA Cultural Salvador – Unidade Pelourinho: A Unidade Pelourinho passa a integrar a rede de espaços culturais da CAIXA em Salvador, ampliando a área destinada à realização de exposições, atividades educativas, ações formativas e eventos culturais na cidade. O edifício possui área construída de 7.822,14 metros quadrados e ocupa um quarteirão no Centro Histórico de Salvador. O imóvel também abrigou o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia por mais de 130 anos. A CAIXA Cultural Salvador continuará funcionando também em sua unidade da Rua Carlos Gomes, que permanece com programação regular. Com a Unidade Pelourinho, a instituição passa a contar com dois espaços culturais em funcionamento na capital baiana.

Serviço:

[Artes Visuais] Exposição “3 Obás de Xangô”
Local: CAIXA Cultural Salvador – Unidade Pelourinho | Rua do Saldanha, nº 14, Pelourinho – Salvador (BA)
Período de visitação: de 06 de agosto até 6 de dezembro de 2026
Horário: terça a domingo e feriados, das 9h às 18h
Entrada: gratuita

FONTE/CRÉDITOS: Por Van Carvalho