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Em um setor empresarial ainda marcado pela predominância masculina, Edi Rodrigues atua como CEO da TransVelloz, empresa de logística com mais de 18 anos de operação. A executiva utiliza sua experiência para impulsionar iniciativas voltadas à diversidade e à inclusão de mulheres, promovendo a participação de diferentes perfis em ambientes corporativos, com o movimento Mulheres Lideram.
Ao longo de mais de duas décadas, Edi enfrentou o desafio de provar competência em um segmento predominantemente masculino, conciliando múltiplos papéis pessoais e profissionais. Em suas próprias palavras, destaca que “liderança não significa dar conta de tudo sozinha, mas saber construir equipes, confiar nas pessoas e entender que pedir ajuda também é uma demonstração de força”. Seu percurso demonstra ainda que “a confiança não vem antes da ação; ela nasce no caminho” e enfatiza o valor da persistência para o sucesso em ambientes desafiadores.
A materialização dos aprendizados e da necessidade de redes de apoio
O Mulheres Lideram, segundo Edi, é mais do que um movimento — é a materialização dos aprendizados e da necessidade de redes de apoio que ela mesma sentiu faltar em sua trajetória. Como ressalta, “se a TransVelloz me ensinou a ocupar espaços, o Mulheres Lideram representa o meu compromisso de ajudar outras mulheres a ocuparem os seus”. O movimento promove encontros que vão além do networking formal, permitindo “a humanização e o acolhimento entre as participantes, em que as mulheres podem mostrar sua vulnerabilidade e se fortalecer mutuamente”.
Esse ecossistema de apoio atrai expertises diversas, como a nutricionista Ana Montezino, fundadora da Ana Montezino Nutrição Integrada, que salienta a importância da união entre as mulheres para mudar percepções limitantes: “Tem muitas mulheres muito potentes e capazes que não enxergam ainda a capacidade que elas têm. E também abrir os olhos para quem é de outro universo, outra vivência”. Ana também menciona que “esse tipo de movimento tem que partir de uma troca real e de uma via de mão dupla”, fortalecendo a colaboração verdadeira.
Cilene Pignataro, consultora e professora de etiqueta, reforça o alinhamento do movimento com o desenvolvimento econômico e a responsabilidade social. Para ela, “desenvolvimento econômico e responsabilidade social precisam caminhar juntos” e vê a ação de Edi como uma ponte que gera transformação real, “estimulando o protagonismo das mulheres e fortalecendo projetos que impactem tanto o presente quanto as próximas gerações”.
Na esfera jurídica e do empreendedorismo imobiliário, a advogada Clívia Furtado acentua que o conhecimento e o acesso às oportunidades são motores que transformam realidades. Ela pondera que “iniciativas como as lideradas por Edi Rodrigues fortalecem a sociedade ao reunir diferentes lideranças, incentivar a troca de experiências e criar caminhos para o desenvolvimento das pessoas”.
Carol Fernandes, CEO da agência de marketing Cubo, assinala que o movimento vai além do discurso e gera impacto estrutural: “Não basta tratar a liderança feminina como pauta simbólica. É preciso criar oportunidades reais, acesso e presença nos espaços de decisão. Vejo diariamente mulheres capacitadas que ainda precisam provar o dobro para ocupar posições que já deveriam ser naturais. Iniciativas como o Mulheres Lideram transformam conexão em movimento e discurso em ação prática, preparando mulheres para estarem visíveis e estrategicamente posicionadas”.
A importância do empreendedorismo social para a inclusão também é sublinhada por Maria Almeida, executiva de consórcio e investimentos da Ademicon, que aponta para a necessidade de “fortalecer redes de colaboração entre empreendedores, instituições e lideranças locais, ampliar o acesso à capacitação e à educação empreendedora, incentivar o acesso ao crédito e criar espaços permanentes de escuta da população”.
Equidade de gênero e inclusão socioeconômica
Frente às problemáticas enfrentadas no Brasil, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou o relatório “Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades – Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025”, que traz um panorama abrangente das desigualdades no país. O estudo revela que, embora o rendimento médio tenha crescido 2,9% em 2024, mulheres ainda recebem apenas 73% do rendimento masculino e a concentração de renda permanece elevada: o 1% mais rico ganha em média 30,5 vezes mais do que os 50% mais pobres.
O relatório também apresenta avanços, como a redução da taxa de desocupação para 6,6%, com queda mais expressiva entre mulheres e população negra. No entanto, persistem desafios graves: 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2024. Segundo o DIEESE, os dados reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas para equidade de gênero, inclusão racial e justiça socioeconômica, além de ampliar investimentos em educação, saúde e segurança alimentar.
“Hoje, o Mulheres Lideram está em processo de expansão, solidificando redes que garantem mais equidade e protagonismo para mulheres em todos os níveis de decisão. O movimento também se fortalece nas redes sociais, ampliando sua visibilidade e engajamento, e criando espaços de diálogo que conectam mulheres de diferentes áreas e regiões”, finaliza a executiva, enfatizando que a transformação só será possível quando realmente houver alinhamento entre liderança, protagonismo feminino e compromisso social.
Para saber mais sobre o Mulheres Lideram, basta acessar a página do movimento no Instagram.
Website: https://mulhereslideram.com/
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