Pequenos negócios e residências da Bahia poderão escolher fornecedor Salvador, setembro de 2026 – Pequenos comércios, atividades produtivas e moradores da Bahia ganharão, nos próximos anos, autonomia para administrar o custo da energia elétrica. A abertura gradual do mercado livre de energia ou o chamado o Ambiente de Contratação Livre (ACL) permitirá que estabelecimentos e residências atendidos em baixa tensão escolham livremente o fornecedor de energia, ampliando as alternativas de negociação.

De acordo com a regulamentação federal, a primeira etapa começa em novembro de 2027, alcançando os segmentos comercial e industrial. Em novembro de 2028, a abertura será ampliada aos demais clientes de baixa tensão, incluindo os residenciais. A mudança impacta diretamente negócios em que a tarifa de energia pesa no orçamento, como hotéis, pousadas, restaurantes e pequenas unidades industriais.

Escolha do fornecedor
A abertura do mercado permite que o consumidor escolha de quem comprar a energia, mas não altera a empresa responsável pela rede de distribuição. A eletricidade continuará sendo entregue pela concessionária local e a distribuidora permanece encarregada do suporte técnico e da manutenção.

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A diferença está no modelo comercial: o usuário segue pagando pelo uso da rede de distribuição (subestações, postes, cabos condutores, transformadores e medidores que levam a energia das linhas de transmissão até o consumidor final), mas ganha a liberdade de negociar o preço e as condições da energia diretamente com o comercializador de sua preferência.

Conhecer melhor o próprio consumo passa a ser uma vantagem para o consumidor. “Para um comerciante, esse entendimento é decisivo para a gestão. A abertura do mercado cria uma possibilidade que antes não existia para esse público: escolher o fornecedor.

Mas essa liberdade precisa vir acompanhada de informação. Quanto mais o consumidor conhecer seu perfil de consumo, mais preparado estará para comparar propostas e entender o que está contratando. Antecipar esse diagnóstico é o primeiro passo”, afirma Débora Mota, head de Inovação da LUZ, empresa de varejo digital de energia elétrica.

A executiva destaca que a redução de custo não é automática, mas a mudança deve trazer benefícios econômicos. “Mercados onde há concorrência tendem a ter preços mais competitivos, o que, no médio prazo, acaba favorecendo o consumidor”, avalia Débora Mota. 

Como se preparar
Mesmo com o horizonte de migração gradual no biênio 2027/28, as pessoas podem começar desde já a conhecer melhor seu perfil de consumo. Verificar o histórico das faturas, por exemplo, ajuda a identificar períodos de maior utilização e possíveis mudanças no padrão de consumo.

O planejamento será importante para quem decidir pelo mercado livre. Pela regra atual, o consumidor deve formalizar à distribuidora a opção pela migração com antecedência mínima de 90 dias em relação à data pretendida. Porém, há a possibilidade do governo federal regulamentar uma modalidade de migração simplificada, com prazo menor.

Também é essencial observar quais equipamentos concentram o maior gasto de energia. Em um restaurante ou hotel, sistemas de climatização e refrigeração podem ter peso significativo. Já em uma pequena indústria, máquinas e motores podem representar parcela relevante da demanda.

Com o acompanhamento do consumo ao longo do dia, esses estabelecimentos começam a perceber padrões de consumo e têm mais condições de avaliar as alternativas quando estiverem habilitados a participar do mercado livre.

“Estamos falando de uma mudança que exige uma nova relação com a energia. O consumidor deixa de ser apenas alguém que recebe uma conta e passa a receber mais informações para entender seu consumo e avaliar suas opções. A tecnologia pode ajudar a tornar esse processo mais simples e transparente”, explica Débora.

Informação na palma da mão
A abertura do mercado pode estimular a oferta de diferentes produtos, serviços e condições comerciais. Dependendo do perfil de consumo e da contratação realizada, o consumidor poderá buscar maior previsibilidade de custos, condições mais adequadas à sua operação ou oportunidades de economia.

A tecnologia pode permitir que o consumidor acompanhe seu consumo com maior precisão e identifique padrões que não aparecem em uma conta convencional. A LUZ, que atua também com geração distribuída compartilhada, além do mercado livre de energia (hoje voltado a média e alta tensão), oferece um sistema de medição inteligente.

A solução, baseada em Inteligência Artificial (IA), utiliza um medidor inteligente instalado no quadro de luz do imóvel integrado a um aplicativo no celular para identificar padrões e detalhar quanto cada categoria de equipamento impacta na fatura.

A ferramenta permite ainda que o consumidor acompanhe, ao longo do mês, a projeção de fechamento da fatura, o que permite, além de previsibilidade e conhecimento de seus hábitos, que ele identifique desperdícios e oportunidades de eficiência.

Sobre a LUZ
A LUZ é uma empresa de varejo digital de energia que coloca o consumidor no controle do seu consumo. Pertencente ao Grupo Delta Energia, a empresa tem como missão democratizar e simplificar o acesso à energia renovável, oferecendo liberdade, transparência e segurança na gestão do consumo energético.

 Atende residências e pequenos comércios, por meio do modelo de geração distribuída (GD) e ligadas a baixa tensão, além de empresas e indústrias no mercado livre de energia (ACL) conectadas à média e alta tensão.

FONTE/CRÉDITOS: Redação