Tomada por plantas aquáticas, a bacia enfrenta problemas ambientais enquanto moradores aguardam providências. Comunidade questiona a falta de ações, cobra esclarecimentos sobre as responsabilidades dos governos e defende a revitalização de um patrimônio com potencial turístico para Salvador.

O Dique do Cabrito pede socorro! Há anos, moradores da comunidade lutam pela limpeza e recuperação da bacia, que permanece tomada por plantas aquáticas. Apesar das reivindicações e dos pedidos de providências, a população continua esperando por uma solução concreta para um problema que se arrasta há muito tempo.

A situação preocupa principalmente os moradores que vivem nas proximidades e às margens do dique, que convivem diariamente com os impactos da falta de manutenção e conservação do espaço.

A indignação da comunidade aumenta diante da falta de entendimento entre lideranças e representantes de diferentes esferas do poder público. Enquanto disputas e divergências continuam acontecendo, quem sofre as consequências é a população, que espera por ações efetivas.

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A comunidade não precisa de disputas políticas ou institucionais. Precisa de união, compromisso e responsabilidade para resolver os problemas que afetam diretamente a vida dos moradores.

AFINAL, QUEM É RESPONSÁVEL PELO DIQUE DO CABRITO: GOVERNO MUNICIPAL OU ESTADUAL?

Essa é uma das principais perguntas que precisam de resposta.

A responsabilidade pela situação do Dique do Cabrito envolve diferentes atribuições do poder público, e é necessário esclarecer o papel de cada órgão.

Historicamente, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER) está ligada às intervenções e à gestão de projetos de urbanização e revitalização do Dique do Cabrito.

Em abril de 2025, o presidente da CONDER, José Trindade, foi questionado na Câmara Municipal de Salvador sobre a situação do equipamento. Na ocasião, defendeu que a manutenção cotidiana, chamada de zeladoria, seria atribuição dos municípios. A posição foi contestada pela vereadora Isabela Sousa, que apontou que o problema também envolve poluição e recuperação ambiental.

Já a Prefeitura de Salvador possui atribuições relacionadas à limpeza urbana, conservação do entorno e serviços de manutenção, por meio de órgãos como a Limpurb.

Em setembro de 2024, a Limpurb realizou um mutirão no entorno do dique, com serviços de roçagem, capinação e retirada de resíduos.

Na área ambiental, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) também precisam ser cobrados quanto à fiscalização, à qualidade da água e às medidas necessárias para a preservação do ecossistema.

Portanto, não basta um órgão apontar a responsabilidade para o outro. É necessário que Estado e Município esclareçam oficialmente quais são suas atribuições e apresentem um plano de ação.

OS RECURSOS PARA O DIQUE: ONDE ESTÃO AS RESPOSTAS?

Outro assunto que merece esclarecimento é o volume de recursos relacionados às intervenções no Dique do Cabrito.

Em março de 2025, a vereadora Isabela Sousa questionou, na Câmara Municipal, valores superiores a R$ 58 milhões registrados no Portal da Transparência estadual para intervenções no equipamento.

Em setembro de 2026, novas cobranças sobre a revitalização e a aplicação desses recursos voltaram a ser registradas.

A população precisa saber quais intervenções foram executadas, quais valores foram efetivamente pagos, quais serviços foram realizados e o que ainda está previsto.

O dinheiro público precisa resultar em melhorias concretas para a população.

UM PATRIMÔNIO AMBIENTAL E HISTÓRICO QUE PODERIA SER PONTO TURÍSTICO DE SALVADOR

O Dique do Cabrito tem uma importância que vai além dos limites da comunidade. Sua relação com o Rio do Cobre e com a história do Subúrbio Ferroviário de Salvador representa um patrimônio ambiental, histórico e cultural que merece ser valorizado.

A região poderia receber um grande projeto de revitalização ambiental e urbanística, transformando o Dique do Cabrito em um espaço de visitação turística, lazer, educação ambiental e convivência comunitária.

Imagine o potencial desse lugar para Salvador e para a Bahia: um ambiente recuperado, com água em boas condições, paisagismo, espaços de caminhada, áreas de contemplação da natureza e atividades culturais. Um espaço capaz de atrair visitantes e gerar oportunidades de trabalho e renda para os próprios moradores.

Mas, para chegar a esse cenário, é necessário começar pelo básico: recuperar a bacia, cuidar da qualidade da água, preservar os peixes e demais espécies aquáticas e garantir a manutenção permanente do espaço.

FESTAS ACONTECEM NO ENTORNO, MAS QUEM CUIDA DA ÁGUA?

Outro aspecto que merece reflexão é o contraste entre as festas realizadas no entorno do dique e a situação ambiental enfrentada pela bacia.

Eventos, música e celebrações acontecem ao redor do espaço. A comunidade tem direito à cultura, ao lazer e à diversão. Entretanto, fica uma pergunta que não pode ser ignorada: por que existe disposição para organizar festas, mas a recuperação ambiental do dique continua esperando?

Enquanto algumas pessoas dançam e celebram ao redor da bacia, moradores demonstram preocupação com as condições da água e relatam a presença de peixes mortos.

A imagem é preocupante: festas do lado de fora, enquanto a vida dentro da água pede socorro.

Não se trata de ser contra eventos culturais. Trata-se de entender que não existe verdadeira valorização de um espaço público quando sua preservação ambiental fica em segundo plano.

Não adianta movimentar o entorno com festas se o próprio dique continua precisando de cuidados. A natureza também precisa de atenção, respeito e responsabilidade.

O JBN BAHIA COBRA RESPOSTAS DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS

Diante dessa situação, ficam algumas perguntas que precisam ser respondidas:

- Quem é efetivamente responsável pela limpeza e manutenção da bacia?
- Quem vai retirar as plantas aquáticas?
- Quem vai investigar as condições da água e os relatos de peixes mortos?
- Qual é a participação da CONDER na recuperação do dique?
- O que compete à Prefeitura de Salvador e à Limpurb?
- Qual foi a destinação dos recursos registrados para intervenções no local?
- Existe um cronograma para a recuperação ambiental do Dique do Cabrito?

O JBN Bahia considera necessário que os órgãos envolvidos se manifestem publicamente e apresentem respostas à população.

A COMUNIDADE QUER UMA RESPOSTA!

Até quando o Dique do Cabrito continuará nessa situação? Quantos anos mais os moradores terão que esperar pela limpeza da bacia?

O que a população cobra não é favor. É atenção, respeito e compromisso com uma necessidade coletiva.

O Dique do Cabrito faz parte da história de Salvador, está ligado à memória do Subúrbio Ferroviário e possui potencial para ser valorizado como patrimônio ambiental e turístico da Bahia.

A comunidade não quer apenas promessas, festas ou discursos. Quer água em melhores condições, preservação da vida aquática, limpeza, revitalização e um futuro digno para seu território.

O Dique do Cabrito poderia ser um orgulho para Salvador. Mas, antes de pensar em festas, é preciso cuidar da vida que existe dentro dele.

DIQUE DO CABRITO PEDE SOCORRO! OS MORADORES CLAMAM POR AJUDA. GOVERNO DO ESTADO E PREFEITURA DE SALVADOR: QUEM VAI ASSUMIR ESSA RESPONSABILIDADE?

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FONTE/CRÉDITOS: Por : Jhonatanbiths