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Com uma essência profundamente inquieta, o Asfixia Social não é uma banda que se contenta com o silêncio ou com o conforto do estúdio. A cada lançamento e turnê, a banda paulista se firma como uma das vozes mais atentas da cena contemporânea, mantendo o olhar fixo nas rachaduras de um mundo em constante colapso.
Ao observar o planeta à beira do abismo, o Asfixia não recua; pelo contrário, mergulha na desordem global para extrair dali sua matéria-prima. O que acontece nas esquinas, nos becos e nas tensões cotidianas é capturado por um olhar vigilante e traduzido em clamor. Para o Asfixia Social, a música é a tradução fiel da realidade das ruas, uma alquimia que transmuta o ruído urbano e a crise social em um manifesto necessário para os tempos atuais.
É sob essa urgência que nasce Mess Bigger, quarto álbum da banda, que chega às plataformas no dia 21 de maio. Muito além de ser a faixa-título e coração do projeto, a música é a tradução mais fiel da energia visceral que a banda entrega nos palcos, funcionando como um catalisador feito para tirar o ouvinte da inércia e injetar um verdadeiro impulso na vida. A música reflete a escolha consciente de não se calar diante de um mundo fragmentado. Executada ao vivo, ela se transforma em uma força física capaz de movimentar e reunir pessoas em um mundo onde a tecnologia muitas vezes tem a função de isolar. É um caos pulsante que convida o público a seguir lutando e ocupando os espaços.
Nas oito faixas de Mess Bigger, o quinteto paulistano com quase duas décadas de estrada, formado por Kaneda Mukhtar (voz e trompete), Thiko Garcia (guitarra), Leo Oliveira (baixo), Jahya (saxofone) e Barba (bateria), reafirma o desejo em usar a arte como ferramenta de combate.
“A gente faz um som pra unir todas as vertentes da cultura de rua e reverenciar sua raiz de luta. É essa mistura de hardcore, ragga, ska, punk, rap, metal e música brasileira que está no álbum”, explica o vocalista Kaneda.
Essa politização do Asfixia Social, que hoje ecoa tanto em festivais de prestígio quanto em espaços de resistência, ganha sua expressão mais densa no rock pesado de "Baião de Dois". A faixa apresenta uma sonoridade agressiva em uma fusão precisa de baião, metal e soul, que serve de base para uma mensagem social profunda. Nela, Xangô exige justiça diante de uma fome que não admite poesia. É o ponto forte do álbum, onde a ancestralidade e o peso do rock se encontram para denunciar a inevitável busca por existir.
Essa mesma pluralidade é sentida em 'Revolutionary Rapport', single que abre o álbum como uma rádio pirata periférica, onde o espectador é transportado para a estrada. O videoclipe registra a jornada da banda pela Europa em 2025, conectando a energia dos grandes palcos à urgência das ocupações alternativas, unindo continentes por meio da mesma essência.
A fusão entre o funk carioca e o hardcore explode em “Capoeira-Karatê”. Muito além de um manifesto de identidade, a faixa funciona como um ato de insubmissão e um lembrete necessário de que é preciso lutar quando tentam limitar nossos sonhos. O discurso segue pesado em “Walls Won’t Make You Safe”, um soco no estômago sobre a falsa segurança dos muros e fronteiras, expondo que a paz construída sobre o sangue não passa de uma ilusão.
Produzido por Pedro Garcia (Planet Hemp) em colaboração com a banda, o disco ganha ainda mais corpo com participações de destaque como Erick Jay (DJ com cinco títulos do World DJ Champion), Carlos PXT (beatmaker e produtor), Henrique Kehde (fundador do trio Monstro Extraordinário) e Dendê Macedo (multi-instrumentista).
O lançamento de Mess Bigger em maio de 2026 aproveita o momento estratégico da turnê do Asfixia Social ao lado da banda britânica The Varukers para selar a conexão entre o punk clássico e o híbrido explosivo brasileiro.
Mess Bigger não é música de fundo, mas um registro feito para confundir o algoritmo que convida a acordar, dançar e desestabilizar, visando, acima de tudo, inspirar a retaliação coletiva necessária.
Faixa-a-Faixa
1 - Revolutionary Rapport (já lançada)
Uma rádio clandestina da periferia de São Paulo convoca à luta. Sem aquecimento e direto na jugular, o som funde hardcore, metal, funk e rap em um manifesto sonoro que exige: quebre as correntes e enfrente o sistema.
2 - Silent Destruction (inédita)
A música utiliza um groove pesado, que funde reggae, metal e rimas, para denunciar o isolamento tecnológico. É um despertar sonoro contra a anestesia dos algoritmos, transformando a música em uma ferramenta de conexão real e resistência mental.
3 - Baião de Dois (inédita)
Faixa une ancestralidade e rock pesado em um manifesto visceral contra a fome. Por meio de metais urgentes e uma fusão de baião, metal e soul, a música evoca a força de Xangô para exigir respostas diante do sofrimento real.
4 - Mess Bigger (inédita): Cérebro e coração do disco, a faixa-título funde nu metal e funk em um hino de revolta organizada. É uma avalanche sonora feita para o palco e para a multidão, transformando a resposta popular em uma explosão de energia coletiva diante do colapso.
5 - Walls Won't Make you Safe (já lançada): Rompe fronteiras ao fundir punk rock, ragga e metais em uma denúncia direta contra muros e guerras. Há o questionamento da falsa segurança construída sobre o conflito, expondo as prisões invisíveis da sociedade moderna e dando voz à resistência de todos os povos.
6 - Bridges to Nowhere (inédita): Utiliza a fusão de rap, funk e metal para denunciar o ciclo vicioso de erros históricos que se repetem com violência crescente. A faixa expõe a ilusão de um progresso que retrocede, transformando em música o sentimento de estagnação de uma sociedade que constrói caminhos para lugar nenhum.
7 - Capoeira-Karatê (já lançada): Funde funk carioca, ragga e hardcore em uma sonoridade autêntica e percussiva. A faixa é um lembrete direto contra a rotulagem e a repressão, incentivando a preservação dos sonhos e a continuidade da luta diante de qualquer tentativa de controle.
8 - Trouble Times (inédita): O disco encerra em um ritual de preparação: enquanto o mundo arde, a faixa convoca à mudança. Unindo groove, ancestralidade e peso, o Asfixia Social entrega em "Trouble Times" um aviso final: não vire as costas para o mundo, ou ele virará as costas para você.
Siga o Asfixia Social nas redes sociais: https://linktr.ee/asfixiasocial
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