No Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, a cantora e compositora baiana Gabriela Lima escolheu fazer mais do que um lançamento musical. Ela decidiu fazer um posicionamento.

Chega às plataformas digitais o EP Elas na Minha Versão – Vol. 1, um projeto que revisita grandes sucessos interpretados por mulheres e os reconecta à identidade sonora da Bahia — com samba, pagode e aquela cadência que nasce do nosso chão. Mais que releituras, o trabalho é um tributo à força feminina que construiu — e segue construindo — a história da música brasileira.

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🎵 O repertório que ganha nova leitura

O EP reúne três faixas que marcaram o público nas vozes de grandes artistas:

  • Erro Gostoso, eternizado por Simone Mendes
  • Leão, sucesso de Marília Mendonça 
  • Pagodeira, hit interpretado por Marvvila 

Entre elas, “Leão” ocupa um espaço simbólico. A releitura surge como uma homenagem sensível e respeitosa a Marília Mendonça, artista que se tornou referência nacional de representatividade, emoção e autenticidade. Gabriela não tenta substituir. Ela reverencia. E transforma.


🌺 Bahia como identidade sonora

Reconhecida por sua atuação no samba e presença ativa na cena cultural de Salvador, Gabriela imprime personalidade em cada faixa. O que era sertanejo ganha balanço. O que era hit radiofônico ganha tempero de roda. O que já era feminino se torna ainda mais coletivo.

Há algo de manifesto nesse projeto.

“Elas na Minha Versão – Vol. 1” não é apenas um EP de covers. É um gesto artístico. É a afirmação de que mulheres podem reinterpretar mulheres, celebrar mulheres e ocupar todos os espaços — inclusive o da reinvenção.

✨ Um lançamento com significado

Lançar no Dia Internacional das Mulheres não é estratégia. É coerência.

O projeto celebra gerações que cantaram amor, dor, liberdade e resistência. Celebra quem veio antes. Celebra quem está agora. E abre caminho para quem ainda vai chegar.

A partir de 8 de março, o EP estará disponível em todas as plataformas digitais.

E talvez essa seja a melhor definição do projeto: quando uma mulher canta outra mulher, a música deixa de ser apenas som — vira legado.

FONTE/CRÉDITOS: Tamires Moreno