Uma travesti identificada como Jullyana Freitas Leite, de 40 anos, foi assassinada com um tiro na nuca na noite desta quinta-feira (8), dentro de uma residência na Rua Los Angeles, próximo ao Supermercado Gil, no bairro Parque Getúlio Vargas, em Feira de Santana. O crime chocante teria motivação financeira: um cliente se recusou a pagar pelo programa sexual e voltou armado para executar a vítima.
Detalhes do HomicídioO registro da ocorrência policial ocorreu por volta das 22h, após chamado ao Centro Integrado de Comunicações (CICOM) sobre disparos de arma de fogo. Guarnições da PM encontraram o corpo de Jullyana caído no hall de entrada da casa, vestindo apenas um babydoll e uma toalha de banho, com ferimento letal na região occipital. A identificação foi confirmada por um comprovante de Pix apresentado pela proprietária do imóvel, que alugava quartos para prostituição.
Segundo apurações policiais, por volta das 20h, Jullyana atendeu o cliente no local. Após o serviço, o homem negou o pagamento acordado. A vítima reteve o celular dele como garantia enquanto ele saía alegando buscar o dinheiro em casa. Minutos depois, o suspeito retornou em uma motocicleta, efetuou o disparo e fugiu sem ser identificado.
Ação Policial e Perícia
A Polícia Militar isolou a área e preservou vestígios. Foram apreendidos o celular do suspeito, dois aparelhos da vítima e um VW Fox branco estacionado em frente à residência. O Plantão SILC, coordenado pelo delegado Gustavo Coutinho, com apoio de peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), realizou o levantamento cadavérico e removeu o corpo para necropsia.
Investigação em Curso
A Delegacia de Homicídios de Feira de Santana assumiu o caso, com linhas de investigação focadas em vingança ou desavença financeira. O celular recuperado do suspeito é peça-chave para identificação via quebras de sigilo e rastreamento. O autor permanece foragido, e a PM intensifica buscas na região.
Este homicídio expõe a vulnerabilidade de profissionais do sexo em Feira de Santana, reforçando a necessidade de políticas de proteção à população LGBTQIA+. JBN Bahia acompanha o caso e trará atualizações.

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